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A retração gengival, que causa a sensibilidade, ocorre em função da escovação errada, muito forte e/ou com movimentos equivocados. A gengiva “descobre” a raiz e deixa os túbulos dentinários expostos, o que causa dor no contato com gelado, quente ou ácido.

SISO - O dente do siso é o terceiro molar. Como ele não é tão usado, algumas pessoas já nascem sem e não tem nenhum problema, como também não há problema em tê-lo, mas o ideal é retirar em algumas situações:

1. Quando o siso nasce parcialmente e um restinho de gengiva permanece em cima dele. Esse pedaço de gengiva acumula alimentos em uma região de difícil acesso para a escovação, assim, ocorre a inflamação do tecido, que causa muita dor. Quando o processo inflamatório não é contido e ocorre outras vezes, está indicada a retirada do dente.

2. Quando o siso nasce muito colado ao molar anterior porque fica complicado fazer a higiene, que leva à carie.

3. Quando não há espaço e o siso pode causar dor ou modificar a estrutura da dentição.

O dente do siso começa a aparecer por volta dos 17 anos, mesma idade indicada para a extração porque a raiz não está totalmente formada e a cirurgia é mais simples. Não há nenhuma regra para não retirar os quatro de uma vez, tudo é pensado no conforto do paciente, mas se tiver difícil é melhor tirar um de cada vez ou a cada dois.

Pós-operatório: consumir algo gelado nas 2 horas seguintes para evitar sangramento e inchaço. Analgésico e anti-inflamatório, de acordo com indicação médica.

SENSIBILIDADE - As causas da sensibilidade são duas: cárie e retração gengival. A primeira, a cárie, fragiliza o dente. Já a retração gengival ocorre em função da escovação errada, muito forte e/ou com movimentos equivocados. A gengiva descobre a raiz e deixa os túbulos dentinários expostos, causando dor no contato com gelado, quente ou ácido.

Dois tratamentos caseiros podem ajudam a diminuir a sensibilidade: creme dental para dentes sensíveis, que ajuda a fechar esses túbulos, e enxaguante bucal com flúor, que ajuda o próprio organismo na produção do "cimento" que vai fechar os túbulos.

Em casos mais graves, quando não é possível conviver com a sensibilidade ou quando os métodos caseiros não resolvem, é possível fazer restauração com resina, enxerto de gengiva e aplicar verniz e laser. O principal é a tratar a causa com orientação sobre a escovação. Como é um ato inconsciente, um lembrete no espelho do banheiro pode ajudar a escovar com menos força e da forma correta.

CÁRIE - De acordo com o Dr. Imparato, a cárie é uma doença multifatorial, não basta ter a bactéria para desenvolvê-la, ela precisa de um ambiente propício. O biofilme que se acumulou no dente (principalmente a sacarose, proveniente do açúcar) é como um alimento para as bactérias, elas comem e produzem um ácido que, com o tempo, vai desmineralizar o dente e formar a cárie. Por isso, a cárie NÃO é transmissível, nós transmitimos apenas a bactéria, mas ela precisa encontrar um ambiente favorável para ficar ali, se alimentando.

O primeiro sinal da cárie é uma manchinha branca no esmalte do dente. No caso da lesão ativa, se não for tratada, ela vai progredindo para uma cavidade que atinge a dentina. Aí começam as dores porque a cárie saiu da superfície e atingiu o interior do dente. Também existe a lesão inativa que, ao invés de virar um buraquinho, ganha a pigmentação e vira uma manchinha preta. Nesse caso, não precisa de tratamento, apenas acompanhamento do dentista.

Fonte: G1

Aparelho criado por dentista brasileiro atenua fortemente a dor de cabeça provocada pela contração constante de músculos faciais associados à mastigação e à deglutição.

“Foi uma pequena grande maravilha na minha vida”. A frase, dita pelo pediatra paulista Daniel Jarovsky, pode parecer exagerada. Mas para quem, como ele, sofreu com dores de cabeça quase que diariamente durante anos, ela tem o tamanho certo. Daniel refere-se a um novo aparelho responsável por poupá-lo do uso dos analgésicos e pelo acréscimo de mais qualidade à rotina. Ao longo de seis meses, o médico usou o Diva® (dispositivo interoclusal de vigília) e conseguiu fazer sumir o bruxismo que estava por trás da cefaleia recorrente.

Tensão de dia

O bruxismo é uma das principais causas da dor de cabeça tensional, registrada na região das têmporas e normalmente mais acentuada no final do dia. Ele é caracterizado pela contração irregular dos músculos temporal e masseter, fundamentais na sustentação da mandíbula. Além dessa função, ambos também foram projetados para serem acionados no fechamento e na abertura da boca, permitindo a mastigação e a deglutição da saliva. Nesses momentos, realizam contrações de alta intensidade que duram apenas o tempo dos movimentos. O problema é que a tensão e o estresse podem levar as pessoas a mantê-los contraídos boa parte do tempo, e, o pior, sem perceber. Neste caso, embora constante, a contração é fraca.

Durante muito tempo acreditou-se que a contração feita ao longo do sono fosse a responsável pela dor do dia seguinte. Hoje, sabe-se que a culpa, na verdade, é do bruxismo de vigília. “Em média, em oito horas de sono há apenas oito minutos de musculatura contraída”, afirma o dentista Alain Haggiag, pesquisador do time de Dor Orofacial do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC/SP). “É pouco e não justifica a dor.”

Baseado nessa constatação, Haggiag criou um tratamento que previne as contrações fora de hora ocorridas de dia. Seu princípio é o de ensinar o paciente a identificar quando elas estão ocorrendo e evitar que prossigam. Para isso, primeiro é feita uma avaliação por meio da qual a pessoa enxerga em uma tela quando está contraindo os músculos e a respectiva altura dos dentes. O correto é que exista um espaçamento entre as arcadas superior e inferior. Se os dentes se tocam é porque a musculatura está contraída. “O exercício é um aprendizado. O indivíduo passa a perceber a contração que levará à dor”, explica Haggiag. A análise ainda informa o espaço ideal entre as arcadas. O Diva® é confeccionado na medida, colocado entre os dentes e ajuda a manter o espaçamento. O dispositivo também serve de alerta: toda vez que a pessoa contrai o músculo quando não deveria, aciona o aparelho e, voluntariamente, relaxa a musculatura. Assim, reverte-se o hábito responsável pela dor.

O dispositivo já teve patente requerida e foi testado durante três meses em 62 pacientes. Todos tinham queixa de dor moderada quando começaram a usá-lo. Uma semana depois, relataram melhora de cerca de 60% na sua intensidade. Ao final dos noventa dias, a redução relatada era de 85%. “A reeducação promovida pelo aparelho é o que melhor funciona”, diz Haggiag. Além de servir de alerta, o aparelho ajuda a promover uma reconfiguração no sistema de envio dos sinais dolorosos ao cérebro. Aos poucos, ocorre uma diminuição da sensibilização central à dor.

Há uma questão que ainda precisa ser observada. Não se sabe se e em quanto tempo o paciente se habituaria ao estímulo causado pelo aparelho, tornando-o ineficaz. É isso o que ocorre muitas vezes com as placas usadas à noite. Depois de um tempo, há uma conformação do sistema nervoso central ao novo elemento e ele perde sua função de relaxamento muscular. No caso do Diva®, uma das estratégias para evitar que isso aconteça é mudá-lo de lado periodicamente. E o objetivo é que a pessoa o use apenas por tempo suficiente para que evite as contrações sem precisar dele. Haggiag prepara-se para testá-lo em mais pacientes. O dentista José Tadeu Siqueira, coordenador da equipe de dor orofacial do HC/SP, acredita no potencial da novidade. “Hoje o bruxismo do dia está sendo melhor compreendido. O aparelho é um caminho viável de tratamento.”

 

Fonte: ISTOÉ

A doença de Parkinson (DP) é uma degeneração do Sistema Nervoso Central crônica e progressiva, resultante da redução da quantidade de neurônios pigmentados na substância negra. É caracterizada essencialmente por sintomas motores e tem evolução lenta e progressiva com curso inexorável. A DP geralmente acomete indivíduos entre a sexta e a sétima décadas de vida e atinge cerca de 1% da população acima de 65 anos.

Do ponto de vista da saúde bucal do paciente com DP, uma preocupação fundamental é a higiene. À medida que a doença progride, o paciente perde a capacidade de realizar com precisão os movimentos da escovação e a tarefa tem que assumida pelo cuidador ou familiar. A frequência de visitas ao cirurgião-dentista deve aumentar e cabe ao CD não só manter a higiene, mas também acompanhar os trabalhos existentes na boca do paciente e tratar as novas doenças bucais.

Quanto ao tratamento, a primeira providência é garantir a acessibilidade dos pacientes, que apresentam dificuldades para caminhar e manter o equilíbrio. Escadas, pisos irregulares, tapetes escorregadios e mobiliários baixos podem ser obstáculos intransponíveis e representar risco real. Os banheiros têm que ser adaptados com barras e outros itens de segurança.

Alguns pacientes com DP apresentam tremor da mandíbula e cabeça e movimentos involuntários de membros superiores e inferiores, que inviabilizariam a realização dos procedimentos odontológicos. Nestas situações, o CD deve se valer de técnicas de estabilização com o auxílio de itens como rolos e blocos de espuma, faixas e colares cervicais.

Nos casos de rigidez muscular na face, os CDs podem usar abridores de boca e técnicas de relaxamento facial e devem orientar o paciente a buscar o suporte de fonoaudiólogos e acupunturistas. Quanto à rigidez na nuca, os CDs podem utilizar almofadas e rolos de espuma para a acomodação da cabeça.

Além dos aspectos físicos, os CDs devem trabalhar o lado emocional do paciente com DP. A incapacidade progressiva de realizar tarefas cotidianas simples afeta com frequência a autoestima do paciente e os quadros de depressão são comuns. O CD deve prestar a sua contribuição em valorizar o ser humano de uma forma geral e em particular no tocante à saúde e estética da boca e dos dentes.

Com relação ao atendimento no âmbito do Sistema Único de Saúde, Maria Lucia Zarvos Varellis, que é professora da Uninove e autora do livro Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais – Manual Prático, ressalta que é possível tratar os pacientes com DP nas unidades básicas, o que evitaria de sobrecarregar a atenção secundária nos centros de especialidades odontológicas (CEOs).

“Os cirurgiões-dentistas das unidades de atenção básica do SUS têm condições de atender adequadamente a pacientes com Parkinson, principalmente aqueles no estágio inicial da doença. Na verdade, todo cirurgião-dentista deve ampliar seus conhecimentos por meio de leituras e se qualificar para atender estes pacientes. Não muda a Odontologia e sim a forma como ela é realizada,” afirma Maria Lucia.

 

 

Fonte: CFO

As pessoas com transtorno do espectro autista (TEA) representam cerca de 1% da população mundial, de acordo com a Sociedade Americana de Psiquiatria (American Psychiatric Association). Este grupo expressivo apresenta índices elevados de doenças odontológicas, em função das dificuldades na higienização.

No Brasil, houve avanços consideráveis na oferta de tratamento a pacientes autistas em consultórios e clínicas privadas. O método tradicional de sedação do paciente com anestesia geral antes do início dos procedimentos vem aos poucos sendo substituído por um tratamento humanizado.

“O primeiro passo é uma consulta com os pais ou cuidadores. Em seguida, o paciente autista assiste em casa a um vídeo de animação, que explica o procedimento odontológico. O autista precisa de previsibilidade das ações,” afirma Adriana Zink, que há 22 anos trata pacientes autistas em São Paulo.

No consultório, relata Adriana, o paciente autista tem a opção de começar brincando em um tapete no chão. A partir da segunda consulta, quando já está familiarizado com o tratamento, muitos pacientes vão diretamente para a cadeira.

Alguns pacientes resistem ao tratamento e se faz necessário o uso no consultório de um estabilizador. Nas situações extremas, é necessário sedar o paciente, o que geralmente é feito em um hospital. O objetivo é reduzir o número de pacientes tratados por meio de sedação e estabilizador.

“Nossa sociedade está avançando no sentido da inclusão de pessoas com necessidades especiais, o que é muito positivo. A Odontologia precisa estar em linha com este esforço, trabalhando pela humanização dos tratamentos,” afirma Juliano do Vale, presidente do CFO.

Se houve progressos consideráveis no acesso de pacientes autistas ao tratamento na rede privada, afirma Adriana, o atendimento na rede pública ainda continua a ser um desafio. As Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) têm poucos cirurgiões-dentistas com especialidade em Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais.

“A solução seria o Ministério da Saúde promover um programa de capacitação em massa dos cirurgiões-dentistas das UBS,” sugere Adriana. “É muito importante também que a Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais se torne uma disciplina obrigatória nas faculdades.”

 

 

Fonte: CFO

O Brasil foi o primeiro país no mundo a considerar a Odontogeriatria como uma especialidade odontológica, a partir de resolução do CFO em 2001, que foi motivada pelo processo de envelhecimento da nossa população. Quinze anos após a criação da especialidade, os pesquisadores Fernando Luiz Brunetti Montenegro, doutor pela FOUSP, e Ronald Ettinger e Leonardo Marchini, da Universidade de Iowa, nos EUA, publicaram em 2016 um estudo no Brazilian Dental Science que avaliou os resultados do reconhecimento.

Os pesquisadores concluíram que o número atual de especialistas em Odontogeriatria é insuficiente para dar conta do grande número de idosos no país. Desde a resolução, o número de brasileiros com 60 anos de idade ou mais aumentou continuamente chegando a 12,1% da população em 2015.

No ano que se seguiu ao reconhecimento da especialidade, 89 cirurgiões-dentistas foram aprovados pela apresentação de prova de prévios estudos de pós-graduação ou experiência em Odontogeriatria, segundo a pesquisa. Outros 187 CDs especializaram-se com sucesso em cursos de pós que cumpriam a exigência mínima de 855 horas/aula. O número de especialistas em Odontogeriatria era de 276 no fim de 2015, momento do fechamento da pesquisa, e hoje está em 275.

Um aspecto positivo do reconhecimento da especialidade foi o aumento expressivo na pesquisa em Odontogeriatria. Os pesquisadores identificaram, no período de 2001 a 2015, 75 teses e dissertações relacionadas a Odontogeriatria no banco de dados governamental, 115 artigos na Biblioteca Brasileira de Odontologia e 178 artigos no banco de dados do PubMed, que é composto por publicações internacionais.

Os autores ponderam, no entanto, que o incremento da pesquisa em Odontogeriatria coincide com um aumento geral da pesquisa no Brasil e é menos significativo quando comparado com outras especialidades da Odontologia reconhecidas na mesma época pelo CFO.

Os pesquisadores concluíram também que os serviços odontogeriátricos no Brasil não são melhores do que em outros países que não reconheceram a Odontogeriatria como especialidade e têm o nível odontológico semelhante ao brasileiro. Um dos problemas é que a maioria dos CDs brasileiros não trata pacientes idosos nas suas atividades do dia a dia.

Como resposta aos grandes desafios do envelhecimento populacional no Brasil, os autores recomendam a inclusão do estudo da Odontogeriatria no currículo dos cursos de graduação em Odontologia, de maneira que os CDs generalistas possam fornecer cuidados mais apropriados aos idosos.

 

 

Fonte: CFO

AUTORIZADO O USO NA ODONTOLOGIA PARA FINS TERAPÊUTICOS E ESTÉTICOS
O Uso da Toxina Botulínica e preenchedores faciais para fins terapêuticos e ou estéticos na odontologia foi aprovado por unanimidade pelo Conselho Federal de Odontologia.

O que muda a partir da regulamentação do uso destas substâncias na odontologia? 

O uso da Toxina Botulínica na Odontologia é permitido desde 2011, conforme resolução CFO 112/2011. Antes era possível utilizá-la somente para fins funcionais, por exemplo tratamento do Bruxismo, da Migrânia Crônica (Dor de Cabeça e na Cervical), Nevralgia do Trigêmio e Blefaroespasmos (conhecido como "Tique Nervoso"). Houveram resoluções subsequentes onde foi incluída a utilização do Ácido Hialurônico (Preenchedor) e onde foi liberada a utilização para fins estéticos.

A grande diferença da nova resolução é a clareza do texto em relação à utilização da toxina botulínica para fins estéticos (ou de harmonização facial) e a inclusão dos preenchedores como um todo. Onde antes havia apenas o Ácido Hialurônico agora há uma gama de preenchedores inclusive os fios de sustentação (conhecidos como "Liffting"). Também definiu-se a área de atuação do cirurgião-dentista que na resolução abrange do osso hioide (pescoço) para cima até a inserção do couro cabeludo, e do tragos (orelhas) para frente, ou seja em toda a face.

Quais os principais cuidados que o profissional precisa tomar para usar a toxina?

Fazer uma boa anamnese para detectar possíveis contraindicações. Por exemplo, quem é alérgico a ovo não pode aplicar Toxina Botulínica em virtude da albumina. Outra dica é trabalhar com materiais de qualidade. Também é importante buscar bons cursos de capacitação.

Em quais casos a toxina botulínica pode ser aplicada?

Bruxismo, Dores de Cabeça, Assimetrias Faciais, Sorriso Gengival, Ronco e Apnéia, Blefaroespasmos, Sialorréias e agora a Estética e Harmonização Facial.

Qualquer profissional pode aplicar a toxina botulínica ou é preciso comprovar alguma formação específica?

Qualquer profissional pode aplicar, desde que preparado para isso.

O IEAPOM Promove curso com o professor pioneiro no uso da Toxína botulínica para a área da odontologia no Brasil.

Fonte Revista CRORS

O cirurgião-dentista é o profissional responsável pelo diagnóstico, prevenção e tratamento dos problemas de saúde do sistema mastigatório e de todas as estruturas relacionadas na boca. De acordo com o Conselho Federal de Odontologia (CFO), existem, atualmente, mais de 270 mil cirurgiões-dentistas no Brasil - a maior parte concentrada no estado de São Paulo, onde, até setembro deste ano, havia cerca de 82 mil profissionais.Diante de um mercado considerado saturado por alguns especialistas, a especialização torna-se uma necessidade, e a busca por espaço fora dos grandes centros, onde existe uma carência de profissionais, uma boa alternativa.
Áreas promissoras
De acordo com o Prof. Luís Cláudio Campos, diretor do Centro de Saúde Veiga de Almeida, da Universidade Veiga de Almeida (UVA), existem muitas áreas em desenvolvimento na Odontologia, especialmente as áreas de estética e da Odontologia Hospitalar.
- A área estética teve um grande desenvolvimento através de novos materiais e equipamentos que permitem reconstruir virtualmente o sorriso e replicá-lo clinicamente. Os dentes ficam com um aspecto muito natural. Outra área em expansão é a de Odontologia Hospitalar, em que o cirurgião-dentista se insere de forma significativa no cuidado dos pacientes das UTIs e mantém a saúde oral do paciente. Dessa forma, contribuir, dentre outras coisas, na prevenção do desenvolvimento das doenças respiratórias - explica.
Para o Prof. Elson Cormack, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), outra área promissora para os próximos anos é a de implantodontia, que, assim como a área de estética, está em contínua expansão e tem sido objeto de inúmeras pesquisas nas universidades e centros de pesquisa no Brasil e no mundo.
- As áreas de estética e de implantodontia devem continuar a crescer, pois a difusão de modernas técnicas de implantodontia entre os profissionais e o sucesso destes procedimentos têm feito aumentar a procura por estes tratamentos, que estão cada vez mais acessíveis aos pacientes nos consultórios particulares - afirma.
O Prof. Elson Comarck trabalha na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
O Prof. Elson Comarck trabalha na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Foto: Divulgação / Arquivo Pessoal
Além disso, os dois especialistas também destacam que o desenvolvimento da engenharia genética pode possibilitar novas formas de tratar os dentes.
- Num futuro mais distante, é possível imaginar que a engenharia genética tenha um papel relevante. É muito provável que tenhamos a possibilidade de retirar e alterar o material genético de uma célula, e que ela venha a se desenvolver como um dente, substituindo aquele que estava ausente - defende Cormack.
- O cultivo celular e desenvolvimento de novo órgão dental através de células embrionárias será, sem dúvida, o futuro da reabilitação e da reconstrução do sorriso. Hoje, implantamos dispositivos de titânio nos dentes. No futuro, implantaremos células que permitirão o desenvolvimento de um novo dente - explica Campos.
Mercado de trabalho
Campos defende que, apesar do grande número de cirurgiões-dentistas no mercado e em formação no país, a demanda por tratamento odontológico é ainda muito grande - especialmente fora dos grandes centros, onde há uma grande carência de profissionais da saúde, e onde não há uma cultura de educação em saúde bem desenvolvida.
- Ainda existem muitas pessoas que necessitam de tratamento dentário, ou seja, tratamento cirúrgico restaurador convencional através de restaurações, tratamentos de gengiva, de canal e de reabilitações protéticas. Para melhorar este cenário, é preciso desenvolver uma cultura de educação em saúde para que a população entenda a importância de manter a saúde oral e a relação biológica da saúde sistêmica com a saúde oral. Nós profissionais temos a obrigação de construir esta cultura - afirma.
Já Comarck acredita que existe uma saturação de profissionais no mercado, e que, para o profissional se destacar, é necessário buscar a especialização.
- O maior investimento que o profissional deve fazer é no seu constante desenvolvimento. Manter ativo um processo de aperfeiçoamento profissional, atualizando-se com as novas técnicas e materiais, é uma forma segura de conseguir se destacar no mercado. Estudos atuais mostram que, a cada dois anos, dobra-se a quantidade de novas informações e pesquisas realizadas. Estar atualizado é uma necessidade e um desafio profissional - afirma.
Segundo os professores, programas de governo como o Programa Saúde da Família (PSF), as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e o Centro de Especialidades Odontológicas (CEOs) têm incorporado um grande contingente de profissionais dos últimos anos, o que aumentou a oferta de empregos no setor público.
- Há pouco mais de 10 anos a Odontologia passou a ser um dos programas prioritários do Ministério da Saúde, o que se traduz em investimentos, gastos e custeio. Acredito que haverá uma maior demanda por esse profissional pelo setor público nos próximos anos. Apesar do Brasil ser considerado atualmente pela OMS como um país com baixo índice de cárie, ainda existe a polarização da doença em determinados grupos populacionais que apresentam índices muito altos de doenças bucais, especialmente entre as camadas menos favorecidas da população. Nesse campo, ainda há um extenso caminho a ser percorrido pela Odontologia através do Sistema Único de Saúde - afirma Cormack.
Salário
Atualmente, o piso salarial nacional do cirurgião-dentista é de R$ 9 mil por 20 horas semanais. No Rio de Janeiro, no entanto, o piso é de R$ 2.474 por 24 horas semanais, de R$ 3.708 por 36 horas semanais e de R$ 4.534 por 44 horas semanais, segundo o Sindicato dos Cirurgiões-Dentistas do Rio de Janeiro. Segundo o IPEA, em 2013, a média salarial dos dentistas brasileiros era de R$ 5.367 mensais por uma média de 38,24 horas por semana.
Porém, os especialistas destacam que os rendimentos podem ser superiores ao piso dependendo do tipo de inserção do profissional no mercado. Segundo Cormack, o cirurgião-dentista tem maior possibilidades de ganho ao abrir o próprio consultório, apesar dos custos de investimento. Além disso, explica que as especializações sempre oferecem salários maiores, especialmente de implantodontia, prótese, dentística, endodontia e ortodontia. O professor destaca que, segundo pesquisas, cada ano de estudo corresponde, em média, a 15% de aumento de salário.
Cirurgiã-dentista recém-formada defende especialização
A cirurgiã-dentista Mariana Sobral formou-se em Odontologia em 2014 pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). Segundo a jovem, o curso, de uma forma geral, oferece uma grande variedade de especialidades para os alunos conhecerem e guiarem seus estudos.
- O estudante de Odontologia tem contato com as áreas de cirurgia oral, da reabilitação oral e estética - que está em crescimento e tem gerado interesse nos alunos - da ortodontia, da estomatologia, entre outras. Cabe, então, a cada um escolher o seu caminho - diz.
Recém-formada, Mariana decidiu fazer uma pós-graduação em Ortodontia - área que corrige as más-oclusões. O que, diante de um mercado saturado, acredita que será um diferencial no currículo.
Mariana faz pós-graduação em Ortodontia na UERJ
- Existem muitos dentistas atuando e não dá para ser apenas mais um. É necessário fazer diferente, aprimorar suas habilidades e, principalmente, gostar do que faz. A profissão é incrível e tem um mundo de oportunidades, a questão é querer melhorar sempre e não se acomodar com o que já tem. Profissionais capacitados sempre terão espaço no mercado - defende
No futuro, Mariana pretende trabalhar como ortodontista clínica, mas diz que também adoraria seguir pela área acadêmica.
- Acredito no poder do ensino, em todos os níveis, e que uma boa educação é fundamental para formar um indivíduo com vontade de crescer, raciocinar e produzir - afirma.


Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/educacao/profissoes-de-sucesso/odontologia-especializacao-fundamental-para-profissional-se-destacar-no-mercado-17716680.html#ixzz4I4hGzRxx

Dr. Marcelo Chain

Professor Associado de Materiais Dentários da UFSC

Coordenador dos cursos de atualização e especialização em Dentística da ABCD, IEAPOM e Oral Esthetic

Master of Science e PhD em Biomateriais – USA

Coordenador do programa de Mestrado em Materiais Dentários da UFSC


01 Paciente adulta (20 anos) apresentando dentição bastante cromada.

02 Uma foto do rosto amplificada revela a intensa absorção de luz, nem mesmo atenuada pelo flash circular profissional.

03 Num “close-up” da dentição superior percebe-se a translucidez do esmalte incisal e a marcação acentuada dos amelos.

04 A arcada inferior apresenta coloração similar, com acentuado escurecimento dos caninos.

05 Aplicação do gel clareador Total Blanc Office (Nova DFL), nas duas arcadas. Perceba a coloração amarelada, dada pelo corante natural à base de Açafrão. O gel é aplicado facilmente através da própria seringa dispensadora do produto.

06 Aspecto do gel após 20 minutos de aplicação, quando deve ser removido para uma nova aplicação.

07 Aspecto do sorriso após o final da primeira sessão. Houve uma alteração de cor significante somente após 40 minutos de aplicação do gel. Porém, sob magnificação, percebe-se que ainda há espaço para mais clareamento, dadas as discretas faixas amareladas presentes.

08 Mesmo o tratamento ainda não estando completo, percebe-se uma significante melhora na estética do sorriso.

09 Uma semana depois, uma segunda sessão de clareamento em consultório foi executada, a qual rendeu excelente resultado. Perceba que todos os traços cromados desapareceram, mesmo nos dentes mais escuros como os caninos.

10 A paciente vê então o resultado final após 2 sessões. Comparando com a fotografia inicial percebe-se um excelente clareamento num tempo curto e com nenhuma sensibilidade.

Fotos do caso em http://www.ident.com.br/NovaDFL/caso-clinico/16712-clareamento-em-consultorio-peroxido-de-hidrogenio-35-total-blanc-office-nova-dfl

Fonte ident.com.br

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De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde), a hepatite B é uma das maiores doenças da humanidade e um sério problema de saúde pública. A principal forma de transmissão é a relação sexual, porém é necessário uma atenção especial a locais que utilizam instrumentos perfurocortantes.

No consultório dentário, é muito importante um cuidado especial com a esterilização de materiais e equipamentos odontológicos.

Os Dentistas e demais profissionais de saúde, estão bem mais expostos a contrair Hepatite B. do que a população em geral. Para terem uma idéia o Dentista corre um risco 6x maior de contrair a Hepatite B.

Várias doenças podem ser transmitidas pela boca: Gripe | Pneumonia | Tuberculose | Herpes | Hepatites | Aids são alguns exemplos. Todo cuidado nunca será demais.

Abaixo um trecho extraído do site da ABO (Associação Brasileira de Odontologia), onde a consultora de Biosegurança ABO Nacional, Renata Pittella, comenta sobre o assunto e mostra a importância de alguns procedimentos:

Segundo a consultora científica em Biossegurança da ABO Nacional, Renata Pittella, a primeira medida que o cirurgião-dentista deve tomar para evitar o contágio nesse ambiente é a Anamnese (faça aqui o download de ficha padrão no site do CFO – Conselho Federal de Odontologia), para identificar os pacientes de risco. “A imunização do profissional também é uma atitude preventiva imprescindível”, completa Renata.
Com relação aos procedimentos, é preciso seguir o protocolo de biossegurança. “A correta esterilização do instrumental irá prevenir os casos de infecção cruzada (paciente/paciente). Isso inclui desinfecção, lavagem, empacotamento, esterilização propriamente dita e armazena- mento.”
Além disso, a consultora cita como importante a desinfecção das superfícies, o uso de instrumentos cortantes descartáveis (seringas, bisturis, agulhas de anestesia e outros), de barreiras e do equipamento de proteção individual, como máscara, luvas, jaleco, gorro e óculos.
Por fim, Renata alerta que o vírus da hepatite B tem alta infec- tividade e que os profissionais de saúde devem ter bastante cuidado, pois estão mais expostos a ele do que a população em geral.

Para cada atendimento, os Dentistas devem realizar limpeza, desinfecção, esterilização, empacotamento e armazenamento correto dos instrumentos odontológicos. Não esqueça dos EPIs (equipamentos de proteção individual). Fique sempre atento na Biossegurança, prevenindo doenças para você e seus pacientes.

Fonte: blogdentalborges.com.br

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